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12 de novembro de 2019

Câncer: enfim, a cura. (Do Bacteriólogo ao Virófago)

Foto: ( Divulgação )

Alberto Pessoa (Jornalista)

Diariamente ouvimos notícias sobre a cura do Câncer, uma doença maligna que tem dizimado famílias inteiras no Brasil e no mundo. Atualmente, para cada paciente acometido por determinado tipo de câncer no Brasil o Sistema Único de Saúde Investe cerca de R$ 1,5 mi (Um milhão e quinhentos mil reais) no tratamento. Apesar das informações de avanços tecnológicos e científicos na corrida para a descoberta do antídoto certo para terminar com essa doença, a cura em definitivo ainda não foi anunciada pela Indústria Farmacêutica. Esta, por sua vez pode ser o grande empecilho para a Comunidade Científica Internacional que a cada ano relata futuro êxito na divulgação da cura total do Câncer.

De acordo com as instituições que estudam a doença, Câncer é a denominação genérica de um conjunto de mais de cem doenças que têm em comum duas características básicas: a capacidade das células doentes (neoplásicas) se reproduzirem sem controle, formando tumores e podendo invadir órgãos e tecidos adjacentes, e de se reproduzirem em órgãos e tecidos distantes do tumor original, processo este conhecido como metástase.

As causas

As causas podem ser externas ou internas ao organismo e ambas estão inter-relacionadas. As externas têm a ver com o meio ambiente e os hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. Um exemplo é o hábito de fumar que pode causar câncer. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões. As causas podem interagir, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células.

Já as terapias alvo envolvem a utilização de drogas que atuam sobre alterações moleculares específicas de determinados tipos de câncer e bloqueiam o sistema enzimático das células doentes, alterando os comandos internos que fazem as células se comportar de maneira maligna.

A CURA

Visto a morosidade da ciência na cura do Câncer a questão nos remete de volta ao artigo do advogado Naldson Carvalho que há dez anos apontava uma luz que a ciência poderia fortalecer na busca das respostas. CONFIRA:

(Do Bacteriólogo ao Virófago)

Parece ironia que no estágio em que a ciência já concluiu o projeto Genoma (mapeamento dos genes humanos), ainda sermos reféns do poder patogênico de microorganismos como bactéria e vírus. Embora o homem tenha, passo-a-passo, aprendido e conseguindo a utilizar um pouco mais da sua inteligência o flagelo representado pelo medo da morte precoce. Simples doenças como a gripe e doenças mais complexas como o câncer e a síndrome da imunodeficiência Adquirida (AIDS) matam numa proporção muito maior do que as doenças próprias as velhice.
É certo, como a exatidão da matemática, algum dia, que o homem vencerá a sua grande batalha contra as doenças. O homem adquire o seu sistema imunológico Com o leite materno dos primeiros dias das parturientes, o colostro. Esse leite veicula a transferência, da mãe para o filho, de um verdadeiro batalhão de defesa. E é através dessa transferência, que os recém-nascidos adquirem resistências as doenças. Ora, se é possível que mãe transfira para o filho as defesas que adquire no curso de sua vida, também é possível que se possa transferir dos sãos para doentes as defesas que estes ainda não puderam produzir em seu organismo. Com base neste mecanismo, com certeza, está a cura do Câncer e da AIDS. O Câncer, como assim é denominada uma tumoração maligna, nada mais é do que uma reprodução celular que passa a ocorrer de maneira errada. Perceba-se, da mesma forma, os tumores benignos também são produto de erro de reprodução celular. Ora, se um indivíduo as tumorações se dão sem metástase, e porque estes indivíduos têm em seu organismo defesa para tal característica dos tumores. Não seria, pois, muito simples, a descoberta de elemento de defesa.
Não sou cientista, tampouco o posso ser. Faltam-me, até mesmo, os conhecimentos basilares da Bacteriologia, Virologia e Patologia. Mas nem por isto, devo acanhar-me diante do problema. Lembro-me de quando ainda me preparava para ingressar na Universidade. Tive como professor de biologia o Sr. Albino Fonseca Nem sequer o vi. O conheci através de um livro cuja capa era estampada em azul e amarelo. Albino Fonseca, em certo momento de seu ministério, me falou de alguma coisa a que chamava de fagocitose. Fagocitose, ensinava, era a capacidade que um corpúsculo do sistema imunológico tinha de englobar um microrganismo intruso, digeri-lo e anular, dessa forma, a sua patogenicidade. Dava como exemplo o bacteriófago, isto é, um vírus inofensivo (para outros um fermento) que se podia inocular no organismo infectado para envolver com a sua membrana citoplasmática a bactéria causadora de doenças, introduzindo-a no seu meio intracelular e digerindo-a pela ação de lisossomas, de forma que, assim, anulava o poder da infecção. As guerras atuais obrigam ao homem a fabricação de armas químicas e ao desenvolvimento de vírus e bactérias de alta patogenicidade, capazes de levar à morte poucas horas depois de infectarem o organismo humano. Por que, Senhores Cientistas de hoje, a exemplo do bacteriófago, os Senhores ainda não conseguiram produzir, em laboratório, uma bactéria capaz de fagocitar o vírus da AIDS? Poderíamos, pelo mesmo princípio, chamá-la de virófago. Com a conclusão do Projeto Genoma é possível, até, conferir ao leucócito (ou então ao neutrófilo, etc.) uma seletividade e capacidade para atacar, englobar e digerir o HIV. Cuide-se disto!

Naldson Carvalho-Advogado / via Repasse Informativo

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