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22 de maio de 2020

“Monitoramento de infectados pelo novo coronavírus em Codó é falho e cheio de demagogia” denuncia Cabo Bezerra

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Cabo Bezerra

Uma das maiores preocupações de gestores comprometidos com a saúde de uma população é de salvar vidas para situações como a enfrentada pela Pandemia do Novo Coronavírus. Há nisso tudo um jogo de interesses entre várias facções partidárias no país.

Tudo está sendo transformado para que daqui a alguns anos, políticos possam levar para os palanques, principalmente candidatos a governos de estados e presidente do país. No cenário nacional são quase todos contra Bolsonaro, mas também tem a briga de do Presidente Bolsonaro contra o sistema político vigente no país.

Na cidade de Codó, o combate à Pandemia começou cheio de muitas falhas, pois enquanto o mundo todo estava se mobilizando na elaboração de políticas de saúde pública, no Brasil governadores, senadores e deputados, preferiram esperar o vírus entrar no país e daí pra frente começou-se a pressão e chantagem contra o governo federal.

Esperou-se o primeiro caso ser registrado para que população fosse acordada para o risco, mas já era tarde. O prefeito de Codó ostentava o título de estar zerado com número de casos e não preparou a cidade para a minimização de casos de contaminação e de vítimas fatais vítimas da doença.

Até o presente momento, 16 pessoas já morreram e parece que as projeções não são das melhores para a cidade e o prefeito parece perdido para tentar controlar a situação. Uma prova de que isso é verdade, é que o pré candidato a prefeito Cabo Bezerra, tem se posicionado nas suas redes sociais para expressar seu posicionamento que há muita paridade de pensamento a nossa linha editorial, por isso, buscamos entrevista-lo, já que ele mesmo foi notificado e posteriormente descartado para a doença e preparamos apenas três perguntas pontuais, conforme segue:

ÉMARANHÃO – Cabo Bezerra, obrigado por disponibilizar seu tempo para responder a nossos questionamentos sobre a atual situação em que nos encontramos em Codó. Nossa primeira pergunta é, porque o Novo Coronavírus está fazendo tanta vítima na cidade de Codó?

CABO BEZERRA – Quando vamos tratar de um assunto enquanto seres políticos, precisamos ter conhecimento de causa, delegar responsabilidades e deixar o fim mercadológico e comercial de se fazer política. Em Codó, tradicionalmente se fez assim ao longo dos últimos 50 anos, já estivemos bem pior, mas nem por isso devemos nos basear pelas más gestões municipais. Não posso buscar comparação de Codó com cidades de menor porte econômico e sim com as maiores. Por exemplo, se quisermos comparar a Educação Pública ofertada no município, temos que ver como estão as escolas de São Luís, Imperatriz, Timon, Caxias e Bacabal. Com a Saúde é da mesma forma, precisamos ver o que não temos a buscar essas melhorias e quando comparamos nossa cidade com as outras vemos como estamos anos-luz atrás. Com a questão do Novo Coronavírus, não podemos de forma alguma dizer que fomos pegos de surpresa, como o próprio prefeito disse no início da pandemia no Maranhão. Os primeiros casos no Brasil começaram no final de fevereiro, ainda assim cada cidade se preparou conforme a preocupação de seus gestores, uns com competência para gerir seus problemas e outros por delegação a seus secretários e auxiliares. Mas em Codó, quem é responsável pelas estratégias e políticas públicas voltadas para a Saúde não tem formação específica na área, daí não se pode esperar algo extraordinário.

ÉMARANHÃO – No seu entendimento, onde começaram as falhas?

CABO BEZERRA – O meu simples entendimento é a lógica, leitura das literaturas até então, embasamento no que dizem os maiores especialistas em Saúde Pública e muita coerência nas ações. Eu não preciso ser médico para saber que a prevenção é o melhor remédio para toda e qualquer doença. Uma ameaça de um vírus que quase destruiu a Espanha, Itália e Estados Unidos. Uns países se sobressaíram em relação a outros, o que se explica isso? Na preocupação de seus líderes. Com relação ao Novo Coronavírus, querem jogar na conta do presidente Jair Bolsonaro todos os óbitos até então. Mas esquecem que quem está no estado é o governador e nas cidades são os prefeitos, cada um recebe recursos capazes de minimizar riscos de ameaça à vida de cada uma de suas populações. Em Codó, o gasto do dinheiro público com o carnaval é só uma das falhas de um gestor sem compromisso com seu povo. Como eu posso ter uma festividade como o carnaval, onde recebemos pessoas de várias cidades do Maranhão e do Piauí, com um Hospital sucateado como o Hospital geral Municipal – HGM?

Como podemos oferecer um carnaval torrando dinheiro público desprezando as raízes culturais de Codó, digo isso porque pagamos com nosso dinheiro, para trazer bandas de outros estados que nem o repertório musical do Maranhão conhecem, qual a mensagem educativa se tem na maioria das músicas tocadas nos carnavais de Codó, somente músicas com apologia às drogas, violência e o desrespeito aos princípios familiares, daí se diz, “Mais Avanços, mais Conquistas”, Avanço de que? Conquistas de que?

O fluxo migratório de Codó é intenso, estamos perdendo nossos filhos para os Centros mais desenvolvidos do país, como São Paulo (foco do Coronavírus), Goiás, etc. Em contrapartida, alguns poucos retornando pela frustração de não terem conseguido empregos por lá. Mas quando se viu os primeiros casos da doença por esses estados, não poderíamos ter baixado a guarda para as medidas duras para o vírus, mas o que se fez foi o contrário, víamos muito nas redes sociais e nos canais midiáticos patrocinados por ele comemorando o fato de que a cidade não possuía nenhum caso, daí não se fez barreiras sanitárias para monitorar quem entrava na cidade, e como o estado de São Paulo parou, as atividades econômicas também, era natural que muitos codoenses pudessem voltar para a nossa cidade, foi o que aconteceu. Daí não se sabe quem foi o primeiro infectado na cidade de Codó. Engana-se quem pensa que o motorista da FC Oliveira foi o primeiro, pois não se fazendo as barreiras sanitárias não se pode afirmar com precisão.

ÉMARANHÃO – O Hospital de Campanha anunciado vai resolver?

CABO BEZERRA – Claro que não, dia 02/05, mandei uma mensagem para o WhatsApp do prefeito, mostrando minha preocupação, caso a cidade registrasse o 20° caso em pouco tempo, sabe o que ele fez? Nem comentou, o vírus se alastrou de tal forma que se perdeu o controle e agora não se tem testes para suprir à demanda, falta de espaço físico para dar condições aos infectados e 30 leitos anda é longe para atender essa demanda. Hospital de Campanha era mais uma medida preventiva para combater os casos de moderados e de alta gravidade. Mas temos um prefeito que estava tão empolgado nas suas preocupações que deduziu que morreria 4 mil pessoas em Codó. Não foi ele que disse isso, mas foi ele que deixou ecoar a projeção falha do médico que não soube se expressar na frente de um celular.

ÉMARANHÃO – Suas considerações finais.

CABO BEZERRA – Quero deixar aqui minha preocupação com a saúde da população, quero dizer a todos que precisamos ter Fé, muita Fé em Deus que isso tudo vai passar. Mas precisamos ter a compreensão de que o prefeito de Codó precisa ouvir os experientes no assunto. O mundo todo está se recuperando da Pandemia, mas em Codó precisaremos muito mais de Fé e de gestão comprometida com o povo e não nos lucros. Lugar de advogado é em outra pasta, na Procuradoria da Prefeitura, na Defensoria Pública, menos gerenciando a saúde de uma população, principalmente quando não se tem o coração humanizado. Desde que tudo isso começou, tenho ouvido muitas reclamações de amigos que nunca se sentiram monitorados pelos médicos que deveriam cuidar de nossa saúde. Para ajudar alguns, ainda fiz o contato direto com o prefeito e diretor do hospital, agora você veja só. Saber que uma pessoa está em casa, com febre alta, tosse seca, dificuldades para respira, sem o paladar e olfato regulares e dores no corpo, e ainda assim não disponibilizar uma equipe para ligar para essas pessoas diariamente, isso é de mais, é muita demagogia de quem se diz estar preocupado. Espero que não tenhamos mais vítimas fatais, mas sei o quanto está sendo difícil para as famílias que perdem precocemente seus entes. Mas já recebi mensagens dando conta de que até soro estão tendo que comprar porque às vezes falta, e o prefeito dizer que isso é mentira?

Eu prefiro ficar do lado de que é pobre e a única coisa que tem de valor é a capacidade de não mentir em casos como estes.

Com informações do Portal EMARANHAO

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